Iniciando uma Rebelião #10 – s02e02 – The Lost Commanders

Após a segunda temporada de Star Wars Rebels se iniciar com muita ação no excelente episódio duplo The Siege of Lothal, a sequência da temporada se dá com o retorno de três dos clones mais legais de The Clone Wars: Capitão Rex, Comandante Wolffe e Comandante Gregor. Venha conosco para descobrir o que aconteceu com estes heróis do passado em Os Comandantes Perdidos.

Lembrando sempre que este review assume que você já viu o episódio ou que não se importa de ler spoilers.

Clique aqui para os episódios anteriores.

Curiosidades:

  1. A camisa que Gregor está utilizando contém o logotipo do restaurante que ele trabalhava em Abafar durante as Guerras Clônicas (episódio s05e12 – Missing in Action).
  2. Os 3 clones tem marcas da remoção do chip de controle, da mesma maneira que Fives fez durante as Clone Wars (episódios 1 a 4 da sexta temporada).
  3. Agente Kallas teve uma promoção não-especificada, já que sua insígnia de cargo mudou nesta temporada.
  4. A sequência de finalização do mostro joopa é uma homenagem ao filme Tubarão, de 1975.

rebels-203-the-lost-commandersheader_2x_49fd19bc

Opinião do M’Y: O episódio começa com uma discussão do que fazer após a perda da nave principal da frota no episódio anterior e Ezra, sem querer, acaba dando a ideia de uma base fixa. Como eles não possuem grande conhecimento da Orla Exterior, Ahsoka manda a equipe da Ghost para o planeta Selos em busca de um experiente líder militar que ela perdeu o contato muito tempo antes. Ahsoka não os acompanha devido à sua missão de descobrir respostas sobre Darth Vader. Ainda assim, ela deixa muito claro que Kanan tem que confiar no amigo dela, caso eles o encontrem.

Hera e Chopper são obrigados a ficar na nave arrumando o hiperdrive. Este é um plot que espero que seja desenvolvido na segunda parte (sim, este episódio acaba com um “Continua…”), pois nesta primeira parte, serve apenas para retirar os dois personagens da história.

Logo eles encontram vagando pelo deserto o AT-TE mais legal da história da República e do Império, que abriga 3 velhos meio gordinhos: Rex (que dispensa apresentações), Wolffe (comandante que costumava acompanhar o Mestre Jedi Plo Koon, mas não foi o que atirou nele em ROTS) e Gregor (comando clone que apareceu no arco dos dróides em The Clone Wars e que todo mundo achava que havia morrido em uma explosão). Kaian, um Palawan na época da Ordem 66, ao perceber que são clones, reage ligando seu sabre-de-luz e Wolffe atira nele, achando que os Jedi estão querendo vingança – e Rex tem que lembrar Wolffe de que não foram os Jedi que traíram eles, deixando implícita uma traição imperial.

O AT-TE mais legal desde sempre fica ainda melhor se você clicar na imagem!

O AT-TE mais legal desde sempre fica ainda melhor se você clicar na imagem!

Dentro do andador, Rex lembra que o Imperador disse que o exército de clones serviu ao seu propósito e os aposentou – sendo esta, talvez, a traição a que Rex se referiu anteriormente. Rex não está lá muito afim de batalhas (estes clones envelheceram 30 anos fisicamente desde o fim das Guerras Clônicas), mas concorda em dar localizações que nunca reportou ao Império – algo que Wolffe discorda em fazer e que Gregor não se importa, ele quer é pescar joopas utilizando Zeb.

O agente Kallas recebe a transmissão de um clone reportando um Jedi neste sistema e envia um probe droid. Enquanto isso Kanan e Ezra discutem e Kanan acaba contando como foi a Ordem 66 para ele (esta história pode ser vista em detalhes no primeiro arco da excelente HQ Kanan: The Last Jedi) e fala do chip de controle, sem parecer acreditar muito na história. Rex aparece e mostra que ele e seus colegas retiraram, dizendo que todos tem uma escolha.

Quando a besta joopa pega Zeb, a coisa se transforma numa mega-pesca desértica, que alterna entre alguns momentos de muita tensão, quando os rebeldes descobrem que Zeb é a isca no anzol, e alguns bem engraçados, principalmente o diálogo em que Gregor entrega o bastão para Kanan:

“Aqui está o seu, General!”

“Não me chame de General, eu nunca fui um!”

“OK, me desculpe Comandante!”

“Não, não é…” e desiste de discutir.

Quando eles finalmente conseguem matar a besta, Zeb sai são e salvo. Kanan fica bravo com os clones, mas Zeb acaba ficando feliz quando sabe que ele conseguiu o maior joopa que os clones já pescaram.

Arte conceitual de Zeb saindo da boca do monstro joopa.

Arte conceitual de Zeb saindo da boca do monstro joopa.

Quando eles concordam em ficar para o jantar, Hera lembra Kanan da época em que os Jedi lutavam lado a lado com os clones, que salvaram bilhões de vidas, incluindo a dela – seu pai, Cham Syndulla, apareceu ao lado dos Jedi Mace Windu e Di nos episódios Liberty on Ryloth (so1e21) e Supply Lines (s03e03) de The Clone Wars.

Rex fala de um grande Jedi, Anakin Skywalker, para Ezra. O fato de não citar o nome é proposital do roteiro, mas dizer que ele foi um grande Jedi é indicativo de que nem mesmo Rex sabe o que Anakin se tornou – Rex não esteve na ação ao Templo Jedi em ROTS, onde o comandante Appo o substituiu. App apareceu primeiramente no maravilhoso arco de Umbara (episódios 7 até 10 da quarta temporada de The Clone Wars).

Quando Sabine vai verificar as coordenadas das potenciais bases dadas por Rex, encontra a mensagem para o Império e mensagens de Ahsoka que Rex nunca respondeu. Fica claro que Wolffe agiu assim, tentando proteger seus camaradas, com medo de represálias imperiais por ajudarem Jedi. É neste momento que o probe droid aparece, para ser destruído por Rex.

Rex prestes a mandar o droid para uma pilha de lixo imperial.

Rex prestes a mandar o droid para uma pilha de lixo imperial.

O episódio termina com os rebeldes presos no planeta, sabendo que o Império está vindo.

Conclusão do M’Y: Essa continuidade, onde se discute a perda de uma nave capitânia, é sempre interessante, faz a série parecer mais real quando poderíamos ter uma série apenas de “episódios da semana”, como Scooby Doo. A pesca com Zeb foi um recurso bastante interessante dos roteiristas, porém, pareceu um pouco desnecessário para a história em si. Minutos perdidos são valiosos quando se fala em uma série com episódios de 22 minutos.

O episódio em si é até divertido, mas não se segura sozinho – embora seja de se lembrar que é uma introdução. Talvez se visto justo com sua segunda parte, que deve passar na semana que vem nos EUA, fique melhor. De resto, é sempre bom rever velhos amigos após tanto tempo.

Nota do M’Y: 6.0 (0 a 10)