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[RESENHA] Troopers da Morte de Joe Schreiber

Sou um fã maluco por Resident Evil (tanto os jogos quanto aquela franquia B maravilhosa dos cinemas que não se leva a sério) mas não sou fã de zumbis. Acho até, e muitos podem concordam comigo, que nos últimos seis anos este gênero dos mortos vivos deu uma saturada no mercado. Em outubro de 2009 Star Wars aderiu à moda e lançou o livro Death Troopers, escrito por Joe Schreiber e publicado aqui no Brasil seis anos depois pela Editora Aleph sob o título Troopers da Morte. O livro desde o seu lançamento me despertava a curiosidade e agora com a sua publicação em terras tupiniquins resolvi pegá-lo para ler e (com o perdão do trocadilho) devorei-o em cinco dias pois é um ótimo livro!

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Ele os vira pela primeira vez logo após o fim do tiroteio: um punhado no começo, depois mais, agora dezenas; avançando em bando, um único organismo feito de numerosos componentes menores. Estavam tão perto agora que ele conseguia visualizar os rostos de cada um, homens com quem ele trabalhara por anos na nave-prisão, guardas que chamava pelo nome, soldados que obedeceram ao seu comando com total lealdade e sem questionar, prisioneiros que estremeciam ao vê-lo passar. Viajavam todos juntos agora, os corpos inchados e tomados pela doença apertados uns contra os outros; a morte lhes trouxera, enfim, à irmandade.

E vinham pegá-lo.

Bem vindo à Nave-Prisão Purgação!

Quando a nave-prisão imperial Purgação – residência temporária de quinhentos dos mais cruéis assassinos, rebeldes e ladrões – quebra em um ponto isolado do espaço, a única esperança da tripulação parece estar em um destroier estelar encontrado vagando no vazio. Uma equipe de inspeção é então enviada à nave abandonada, em busca de peças para o conserto. No entanto, somente metade dos integrantes da equipe retorna… trazendo consigo uma terrível doença, tão letal que, em questão de horas, quase toda a tripulação a bordo morre dos modos mais assustadores. E a morte é apenas o começo.

Kale e seu irmão mais novo Trig Longo foram capturados junto de seu pai que morreu alguns dias antes da história começar, se veem perdidos em meio do caos que se inicia quando a infecção se alastra. Zahara Cody é chefe da equipe médica totalmente desiludida com a crueldade que ocorre dentro da nave, prestes a se demitir quando a viagem terminar e Jareth Sartoris, capitão da guarda imperial da nave resolve abandonar tudo e escapar sozinho. Além de tudo isso, Han Solo e Chewbacca se encontram presos na solitária e uma mão do destino pode ajudá-los a escapar. Isso já é quase 70% de informação que temos sobre eles durante o livro. Assim como Kenobi, Troopers da Morte é um livro que ante o escopo principal da “guerra nas estrelas” é irrelevante. Apenas uma divertida aventura a parte com personagens que não vão dar as caras em livros ou mídias futuras (com exceção de Han e Chewie). O livro é curto e não dá tempo de aprofundar muito neles, esse é meu único ponto negativo.

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Ele tem pouco mais de 300 páginas e são poucos os capítulos que duram mais de seis ou sete. Muitos não passam de três! Graças a este estilo rápido de Schreiber, no entanto, é difícil desgrudar do livro. A descrição da nave prisão Imperial no primeiro capítulo é completamente assustadora e claustrofóbica fazendo você sentir até pena de alguns pobres detentos. Igualmente é a invasão ao Destróier aparentemente abandonado me fazendo lembrar até de fases do saudoso jogo Republic Commando!

E o autor não economiza na nojeira em cenas muito nauseantes e que você nunca viu em parte alguma da Saga. Sem falar em algumas perturbadoras como a do bebê Wookiee (você vai entender quando chegar lá). Claro, Troopers da Morte é cheio de elementos clássicos e clichês do gênero (inclusive uma boa referência a Resident Evil onde um personagem lê o manifesto de um morto), mas os temas distintos de Star Wars como família e redenção se mantém presentes! Falando em Wookiee, o autor também usa muito bem a espécie mostrando como a infecção não apenas desvirtua sua força e temperamento monstruosos, mas seus laços familiares, rituais e lealdade.

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A presença de Chewbacca e Han Solo é muito bem vinda! Os dois pobres contrabandistas se encontram perdidos em toda essa muvuca pós-apocalíptica e apesar do livro se passar um ano antes do episódio 4, você passa o tempo inteiro indagando como eles vão escapar desta. Foi muito interessante ler capítulos do ponto de vista do Chewie, coisa que nunca presenciei em nenhum livro de Star Wars que lí. E acredite: em um apocalipse zumbi, não há dupla melhor para ficar junto. Este é meu plano de sobrevivência!

Marcelo Skywalker

Escória Rebelde do interior de São Paulo. Pode ser encontrado mais on-line do que na vida real pelo Twitter ou pelo Facebook