contato@jedicenter.com.br
Template Resenha

RESENHA | “Star Wars: Canalhas” de Timothy Zahn

Recentemente, chegou pelas mãos da Editora Aleph o livro STAR WARS: Canalhas pelo já consagrado Timothy Zahn. Durante minha resenha de Esquadrão Rogue, coloquei o livro na categoria “quando Star Wars encontra Top Gun”. Aqui, ganhamos nosso próprio “Onze Hans e Um Segredo”.

Poucos livros, mesmo do Universo Legends preencheram essa lacuna de três anos entre Uma Nova Esperança e O Império Contra Ataca e esta é o terreno perfeito para esse tipo de aventura pois Han Solo ainda não é o Rebelde que vimos ao final da trilogia clássica. Ele está tentando limpar a recompensa por sua cabeça, e o trabalho perfeito cai bem em seu colo. Han é abordado por Eanjer, um homem que diz que o afiliado local do sindicato do crime Sol Negro roubou os créditos de mais de cem milhões de dólares de sua família. Se Han conseguir o dinheiro de volta para ele, eles vão dividir. Como o livro aponta, Han é um contrabandista – não um vigarista ou assaltante. Essa constatação me fez perguntar por que Han iria se incomodar com esse acordo. Zahn usa esse ponto, porém, para mostrar o quão desesperado Han está para pagar sua dívida com Jabba. Uma jogada inteligente.

Han também sabe que não pode fazer esse trabalho apenas com seu próprio conjunto de habilidades. Ele monta uma equipe que, por acaso, somam 11 para o assalto. A equipe é um grande conjunto de personagens conhecidos e novos no Universo Expandido. Todos eles são distintos e operam com motivações diversas. Quatro membros da equipe são mulheres e mulheres interessantes. Além disso, eles são realmente bons para o trabalho, independentemente do sexo.

Parte da equipe

A ladra Bink e sua gêmea tecnóloga Tavia têm a mais forte relação de qualquer um dos personagens. Infelizmente, os outros relacionamentos em CANALHAS são frágeis, parte disso vem por conta da trama de um assalto. Han nem conhece a equipe. Ele os contratou com base na palavra de outra pessoa. A amizade de Han e Lando é incerta nesse ponto da história, e enquanto eles conseguem trabalhar juntos, Lando parece não tolerar Han até o final do livro. Nós passamos algum tempo com os vilões e entendemos sua hierarquia e motivações. Algumas cenas com agentes imperiais nos lembram que ainda estamos no meio da Guerra Civil Galática. E nós realmente conseguimos ver os pensamentos e personalidades do resto da equipe de assalto, o que é importante para a história e o sucesso do trabalho.

A história também explica porque o tempo de Han como contrabandista está prestes a chegar ao fim. Não se trata de perder a coragem, ou de entrar em muitas confusões. É só que Han Solo é, honestamente, o mocinho. Ele se preocupa muito com as pessoas, como vemos mais e mais enquanto ele trabalha para manter sua equipe em ordem. A maneira como seus pensamentos continuam voltando para a princesa que ele acabou de conhecer prepara o terreno para tudo o que acontece em “Império” e além.

Uma vez que você chega no climax, onde a equipe entra na casa do Chefe de Setor Villachor para roubar os créditos, prepare-se para uma corrida até o final. As últimas 125 páginas são realmente a minha parte favorita de todo o enredo. É definitivamente um golpe complicado e, claro, as coisas não correm de acordo com o planejado. Enquanto esta parte da história avança, é também o momento onde você vê o quão habilmente todo o livro foi costurado.

Este livro pode ser aproveitado tranquilamente pelo leitor casual, mas ele também é cheio de easter eggs para os fãs mais ávidos. Você verá rostos familiares que não esperava e se divertir com o Sol Negro operando em lugares onde os olhos aguçados do Príncipe Xizor não estão atentos. Mesmo sendo Legends, é um bom exemplo do fato de que ainda existem milhares e milhares de histórias para contar no universo de Star Wars. E é sempre bom ter uma história de aventura local em vez do destino da galáxia em jogo, assim como foi HAN SOLO: Uma História Star Wars.

E ainda há uma reviravolta no final. Eu não posso estraga-la pra você. Eu não vou! Mas eu estou lutando contra o meu impulso de quebrar o teclado com as mãos para demonstrar com precisão como eu estava feliz. Eu fechei o livro e o guardei na estante sorrindo de orelha a orelha. Se você é o tipo de fã que eu sou, esse final foi escrito para você. Aproveite e depois leia o livro novamente, vendo como tudo se encaixou bonitinho!


O exemplar para esta resenha foi cedido pela Editora Aleph.

Marcelo Skywalker

Escória Rebelde do interior de São Paulo. Pode ser encontrado mais on-line do que na vida real pelo Twitter ou pelo Facebook