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RESENHA | “From a Certain Point of View”

40 anos, 40 histórias, 40 pontos de vista! A New Hope como você nunca viu (ou leu)!

Este review assume que você não se importa de ler spoilers.

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Nota  do M’Y: 8.0 (0 até 10)

O livro: “From A Certain Point of View” é uma coleção de 40 histórias por diferentes autores para comemorar os 40 anos de Star Wars e conta a história do filme por diferentes pontos de vista – embora seja curioso e até irônico que o título do livro venha de uma fala do Episódio VI. O livro conta com participações comuns de Star Wars, como Gary Whitta, um dos autores de Rogue One; Claudia Gray, autora de Estrelas Perdidas e Legado de Sangue; Christie Golden, que escreveu Dark Disciple e Battlefront II: Inferno Squad. Tem também algumas escolhas bem inusitadas, como Wil Wheaton, o Wesley Crusher de Jornada nas Estrelas: A Nova Geração (e que os mais novos devem conhecer como o inimigo do Sheldon em The Big Bang Theory) ou Meg Cabot, cujo trabalho mais conhecido é O Diário da Princesa.

Capa normal

Raymus (Gary Whitta) – Excelente história do capitão Raymus Antilles nos momentos entre o fim de Rogue One e sua morte nas mãos de Vader em ANH. Em seus últimos momentos, ele teve esperança.

The Bucket (Christie Golden) – História da invasão à Tantive IV pelos olhos de TK-4601, o Stormtrooper que atirou em Leia.

The Sith of Datawork (Ken Liu) – Hilariante história sobre como o “fleet logistics liaison grade 4” Arvira usou os formulários INS-776-TX, DKS-77-MA(n), SUG-171-TI, SRS-98-COMP e Requisição de Manutenção NIW-59-SUD, com Agenda P, para livrar o capitão de artilharia Bolvan de punição após não ter atirado naquele escape pod sem sinais de vida.

Stories in the Sand (Griffin McElroy) – Excelente história de Jot, o Java que trabalhava apagando memórias de droids, mas gostava de ver suas histórias antes de apagá-las. Até que surgiu um R2 azul e branco… Divertida de ler, e ainda explicou um buraco no filme que eu nunca tinha notado.

Reirin (Sabaa Tahir) – Uma tusken Raider chamada Reirin foge de seu clã. Ela quer sair de Tatooine e conseguiu um contato que pode fazer isso. Tudo o que ela precisa fazer é invadir o sandcrawler de alguns jawas e roubar uma pedra verde que parece muito um cristal… A pior das cinco primeiras histórias.

The Red One (Rae Carson) – Como você deve imaginar, essa história é sobre R5-D4, também conhecido como Skippy, the Jedi Droid (não, isso nunca foi canônico, nem no Legends). Aqui vemos que a unidade R5 nos seus momentos finais. Já há quatro anos dentro do sandcrawler (ou ao menos desde que sua memória foi apagada quatro anos antes), R5-D4 sempre quis ser vendido, ter um novo mestre para quem trabalhar. Até que um dia limparam ele: havia uma fazenda que havia requisitado um astromech e ele era o único dentro daquele sandcrawler. Era, pois no mesmo dia, chegaram um astromech azul e branco e um dróide de protocolo dourado. Talvez a história que mais gostei de ler até aqui, e vai um pequeno spoiler do final: R5-D4 escapa! Ele e R2 conversaram no sandcrawler e R2 conseguiu convencer R5 a fingir estar defeituoso. Esse fingimento permitiu a ele ser ignorado pelos Stormtroopers como sucata. A história termina com R5-D4 refazendo o caminho que os jawas costumavam fazer, para oferecer seus serviços a algum novo mestre.

Rites (John Jackson Miller) – História sobre os três jovens tuskens que atacaram Luke e C-3PO e fugiram aterrorizados ao som de uma rainha krayt.

Master and Apprentice (Claudia Gray) – Se há uma história a ser lida neste livro, é essa: a última conversa de Obi-Wan e o fantasma de Qui-Gon-Jinn antes de eles se encontrarem na Força. A conversa ocorre enquanto R2 e C-3PO dão um funeral aos jawas e Luke tenta salvar seus tios e passa por assuntos como ainda não contar para Luke quem é Anakin Skywalker, sobre a técnica de manter a identidade após a morte, sobre como Obi-Wan foi um verdadeiro Jedi, apesar de não se sentir mais assim. Ótima leitura.

Beru Whitesun Lars (Meg Cabot) – História da tia Beru contada por ela mesma após a sua morte.

The Luckless Rodian (Renée Ahdieh) – Os últimos momentos de Greedo, que, além de tudo, já havia sido trocado por Han Solo pela mulher que ele amava.

Not for Nothing (Mur Lafferty) – Um pedaço das memórias de Ickabel G’ont, uma Bith da banda Figrin D’an and the Modal Nodes, que estava na Cantina de Chalmun quando Han e Chewie encontraram Obi-Wan e Luke. As memórias vão desde o momento em que D’an vendeu a banda como escravos para Jabba em troca de uma dívida até a cena em ANH. E você nem sabia que a banda entregou Greedo para Jabba…

We Don’t Serve Their Kind Here (Chuck Wendig) – Depois de ver aqueles momentos da cantina pelos olhos de Greedo e um dos Modal Nodes, vemos pelos olhos de Wuher, o bartender da cantina de Chalmun (também conhecida como Mos Eisley Cantina). As novidades aqui são que ele proíbe droides em sua cantina pois sua família foi assassinada por dróides separatistas nas Guerras Clônicas e ele acabou salvo por dois Jedi.

The Kloo Horn Cantina Caper (Kelly Sue DeConnick e Matt Fraction) – A história começa com uma lenda no céu Bith, sobre o deus-músico Bith, que toca um instrumento chamado kloo horn. Depois passa para Muftak e Kabe, dois aliens da cena da cantina. Eles dormem na parte de trás da cantina e pagam aluguem para o dono, o wookiee Chalmun, através de Ackmena, a bartender do turno da noite (se você viu o Holiday Special, de 1978, você sabe quem é ela). O problema é: Muftak e Kabe devem o aluguel e pagaram uma parte com o dinheiro da venda de uma kloo horn. Só que essa kloo horn não era deles, mas anteriormente foi de Myo (outro alien da cantina), que a ganhou em aposta de um Bith, que ganhou a kloo horn de seu pai. E este Bith paga um caçador de recompensas para recuperar a kloo horn, que a esta altura já foi vendida da loja de antiguidades onde Kabe a tinha entregado. A maior história até aqui, dando quase 45 minutos de leitura. Começou chata e terminou interessante.

Added Muscle (Paul Dini) – História que conta o que se passou na cabeça de Boba Fett enquanto Jabba falava com Han Solo.

You Owe Me a Ride (Zoraida Córdova) – História centrada nas gêmeas Tonnika, que nem eu nem você sabíamos, mas durante ANH estavam tentando escapar de Tatooine roubando a Falcon. Desnecessário dizer que não deu certo, embora talvez seria mais interessante se elas tivessem se escondido também e acabado na Estrela da Morte…

The Secrets of Long Snoot (Delilah S. Dawson) – Long Snoot (Focinho Longo), de nome Garindan ezz Zavor, é um espião que muita gente sempre achou que era imperial, pois foi ele o culpado de entregar a posição da Falcon em Tatooine. Aqui descobrimos que não, que ele já era avô e que tudo o que queria era voltar para seu planeta e reencontrar sua família, principalmente após descobrir a morte de sua companheira.

Born in the Storm (Daniel José Older) – TD-7556 é um Sandtrooper em Tatooine, que tinha certeza que aquele jovem loiro e avô dele não eram os donos dos dróides que o Império está procurando.

Laina (Wil Weathon) – O fato de esta história ter vindo de um ator que eu nem sabia que escrevia só me surpreendeu mais pela qualidade. A história conta um rebelde em Yavin IV gravando uma mensagem para sua filha Laina, de 18 meses. Ele decidiu mandá-la para longe, para os tios, depois de saber que a Estrela da Morte é real. E você fica a história inteira angustiado querendo saber para onde ela vai. Não vemos o final da história desse homem, mas não deve ter sido nada fácil saber o que aconteceu com Alderaan.

Fully Operational (Beth Revis) – O General Cassio Tagge é um dos militares que estava naquela reunião na Estrela da Morte. O único da reunião que realmente pensava que poderia haver risco de os rebeldes acharem um ponto fraco na estrutura ao ter acesso aos planos.

An Incident Report (Mallory Ortberg) – O relatório do Almirante Motti para seus colegas reclamando das ações dele na reunião. Repleto de pérolas como: “Eu não aceito Lorde Vader literalmente tentando empurrar suas crenças religiosas pela minha garganta”; “Mais uma vez, não tenho qualquer objeção à fé privada de Lorde Vader. No entanto, deve-se ressaltar que, atualmente, o número de planetas destruídos unicamente pelo poder da Força é zero. O número de planetas destruídos pelo poder da Estrela da Morte é um.”

Change of Heart (Elizabeth Wein) – A visão de um dos membros do 501º Batalhão, que acompanha Darth Vader em todos os lugares. Este membro não identificado acompanhou a tortura de Leia e a destruição de Alderaan, e escolheu se calar quando tinha certeza que Leia estava mentindo sobre Dantooine ser uma base rebelde.

Eclipse (Madeleine Roux) – Breha Organa estava sozinha em Alderaan esperando Bail e Leia voltar. Apenas Bail chegou, após sair de Yavin IV em Rogue One, e quando chegou a informação que trazia era de que a Tantive IV havia sido destruída e ninguém havia sobrevivido. Acompanhamos o desespero de Bail e Breha em procurar sinais de que sua filha estava viva até o momento em que o eclipse artificial se revelou a Estrela da Morte. Talvez a segunda história mais dolorida e angustiante de ler, sendo Laina a primeira.

Verge of Greatness (Pablo Hidalgo) – Pablo Hidalgo, que você leitor deve conhecer dos vídeos de Rebels e que é um dos membros do Story Group, apresenta uma história com os pensamentos de Tarkin e de Krennic nas duas vezes que Tarkin falou “você pode atirar quando estiver pronto”: Scariff e Alderaan. Krennic, como engenheiro, jamais teria decidido atacar um planeta sem antes rever todos os planos da estação e encontrar qual foi a sabotagem de Erso. E ele sabia que Tarkin não faria isso, e que isso seria o fim de Tarkin.

Far Too Remote (Jeffrey Brown) – Tradução livre:

The Trigger (Kieron Gilen) – Kieron Gilen é o autor da HQ Star Wars: Doctor Aphra, que segue as aventuras da arqueóloga Chelli Lona Aphra no período da TC. Entre todas as HQs atuais de Star Wars, essa é a única que não se apoia em nenhum personagem dos filmes e até por isso, tem sido a melhor, pois não lida com as limitações que trabalhar com personagens assim traz. Nada mais interessante então que a história aqui mostrasse o que Aphra fazia durante A New Hope: ela estava em Dantooine, procurando peças usadas, quando o General Cassio Tagge chega.

Of MSE-6 and Men (Glen Weldon) – Uma curiosa história do ponto de vista de um mouse dróide, aquele mesmo que foi assustado por Chewbacca, mostrando seus logs e seu processamento a cada nova informação que chega. Detalhe: há aqui um relacionamento gay entre soldados imperiais.

Bump (Ben Acker e Ben Blacke) – Os escritores do antigo podcast The Thrilling Adventure Hour aparecem aqui com a história de um stormtrooper que não tem devaneios de virar rebelde, TD-110, justamente o que fala para Obi-Wan e Luke que não precisava ver os documentos deles. É muito curioso finalmente ver o que acontece quando alguém percebe que fez algo que não devia.

End of Watch (Adam Christopher) – A comandante Pamel Poul comanda um dos quatro centros de comando de logística da Estrela da Morte e ela está com um problema: uma YT-1300 está parada no hangar 327, obrigando-a a realocar o tráfego para os hangares 328 e 329. Ela também é a pessoa a avisar que há invasores no pavilhão AA-23. Mas isso agora não é mais problema dela, pois seu turno acabou.

The Baptist (Nnedi Okarafor) – Você já imaginou ler a história do dianoga que vivia na compactador de lixo do andar da prisão da Estrela da Morte? Pois é, nem eu. E não é o, já que Omi é uma fêmea. Não apenas isso, mas Omi é uma fêmea que é sensitiva à Força. Ela foi tirada de seu planeta natal e jogada na Estrela da Morte devido à habilidade de sua espécie de consumir vários tipos de material, ajudando no sistema de esgoto da estação. Mas o que ela sabia era que estava ali por algum motivo que aquela voz lhe dizia. E esse motivo era batizar aquele rapaz que tinha os mesmos poderes que ela.

The Time of the Death (Cavan Scott) – O momento em que o corpo de Obi-Wan desaparece ao ser golpeado pelo sabre de Vader foi rápido para todos, menos para o Mestre Jedi. Naquele instante ele morreu, viu a morte de Qui-Gon, lutou com Anakin em Mustafar, entregou Luke para os tios, tentou salvar a fazenda dos Lars quando Luke tinha 3 anos. Tudo ao mesmo tempo e fora de ordem.

There is Another (Gary D. Schmidt) – Uma das histórias mais interessantes deste livro e talvez de todo o cânone. Vemos Yoda em Dagobah vivendo sua vida e desejando treinar um Skywalker, um último Padawan. Mas é aí que todo mundo se enganava sobre qual: quem Yoda queria mesmo treinar era Leia, pois Luke era parecido demais com Anakin. Yoda sente ao longe a morte de Obi-Wan e logo depois se reencontra com o velho amigo. É aí que Obi-Wan convence ele a aceitar Luke como Padawan. Não é o Padawan que o velho mestre queria, mas será seu último e mais importante. Pela primeira vez em anos, Yoda está ansioso.

Palpatine (Ian Doescher) – Ian Doescher é o autor de sete livros do Universo Expandido que, mesmo sendo da era Disney, nunca foram canônicos: William Shakespeare’s Star Wars e suas 6 continuações, The Empire Striketh Back, The Jedi Doth Return, The Phantom of Menace, The Clone Army Attacketh, Tragedy of the Sith’s Revenge, The Force Doth Awaken. Estes são 7 livros que recontam os filmes da saga como se houvessem sido escritos como peças de teatro por Shakespeare e aqui Ian Doescher mostra quais são os pensamentos de Palpatine em seu distante trono em Coruscant quando recebe a notícia de que Obi-Wan estava ainda vivo e foi morto por Vader.

Sparks (Paul S. Kemp) – Dex Tiree sempre acreditou que uma pequena faísca (spark, em inglês, nome de seu dróide) poderia iniciar um grande incêndio. E ele tinha certeza que ele seria a pessoa a iniciar essa faísca que destruiria a Estrela da Morte, pilotando seu Y-Wing. Só que não…

Duty Roster (Jason Fry) – Col Takbright é um dos pilotos da Rebelião que ficou em solo pela falta de naves (sim, haviam mais pilotos do que naves). Se você não sabe quem é ele, deve já ter notado o Falso Wedge dizendo “isso é impossível, até para um computador” para Luke. O fato é que três atores interpretaram Wedge em ANH, embora Denis Lawson tenha ficado com o papel nos outros dois filmes da trilogia. Agora esse livro resolve o problema: apesar de o script dizer que a fala é de Wedge, agora o personagem se chama Col Takbright e por ser parecido com Wedge, tinha o apelido de “Falso Wedge” até dentro do universo SW.

Desert Son (Pierce Brown) – O outro filho do deserto, Biggs Darklighter, é acompanhado em seu último vôo nessa história. E aqui ficamos sabendo do sacrifício que ele fez pelo seu amigo de infância: Biggs poderia ter se salvado, mas abriria espaço para que Luke fosse atingido. Escolheu então servir de escudo vivo.

Grounded (Greg Rucka) – Acompanhamos o trabalho de Nera Kase, chefe de manutenção dos caças rebeldes em Yavin IV.

Contingency Plan (Alexander Freed) – Mon Mothma teve que sair de Yavin IV para a batalha final. Ela e um pequeno grupo eram o que deveria manter algumas outras células rebeldes unidas no caso da derrota da Aliança contra a Estrela da Morte. O que ninguém sabia é que nem Mothma acreditava na vitória e estava indo para Coruscant se render, caso a Estrela da Morte vencesse.

The Angle (Charles Soule) – O universo Star Wars tem vários personagens importantes que não sabemos o que estavam fazendo durante ANH e Lando Calrissian é um deles (aliás, cadê ele nessa trilogia nova?). Lando está em um cassino, apostando muito dinheiro em um jogo de klikklak. Ele não ganha, mas não perde: soldados imperiais chegam e acabam com o dono do lugar e tomam o dinheiro de todo mundo. Voltando ao bar onde Lobot estava, Lando fica perplexo com a nova propaganda rebelde: os momentos finais da Estrela da Morte. E mais perplexo ainda ao ver a sua Millenium Falcon lá. A história termina com Lando tentando entender o ângulo de visão e pensamento que teria feito Han Solo se juntar à Rebelião.

By Whatever Sun (E. K. Johnston e Ashley Eckstein) – Miara Larte é uma sobrevivente que adentrou na Rebelião muitos anos antes, durante eventos narrados no livro “Ahsoka” (sem previsão no Brasil). Aqui vemos Miara como líder de uma equipe de Alderaan durante a cerimônia de entrega de medalhas.

Whills (Tom Angleberger) – Para terminar, voltamos ao início: o texto inicial do Episódio IV. Aqui, dois whills discutem de maneira bastante informal como a história deve ser contada, sendo que um deles está inconformado que o outro pretender pular Maul, Rex, Ahsoka, Ventress, Cad Bane, Savage Opress, Jar Jar, Erso, Krennic, K-2SO, entre outros.  No final, um vai escrever o Episódio IV, enquanto o outro resolve escrever sobre o Dia da Vida dos Wookiees (que é o Holiday Special).

Capa da edição da New York Comic-Con

Opinião do Jair Yoda: Antologias são, por definição, inconsistentes. É raríssimo encontrar uma em que todas as histórias sejam boas e agradem a todos os gostos. Com 40 delas contando novos pontos de vista sobre um filme que já vimos 40 e tantas vezes, é mais  difícil ainda. Há aqui boas surpresas, como “Laina” de Wil Weaton ou “Eclipse”, sobre os últimos dias dos Organa, ambas histórias difíceis de ler pela carga dramática. Ver Qui-Gon e Obi-Wan conversarem pouco antes de Obi-Wan deixar Tatooine ou descobrir que Yoda queria treinar Leia  (fato que já foi extremamente comentado internet à fora) são duas experiências muito boas para aqueles que gostam dos Jedi.

Temos, por outro lado, alguns erros de continuidade bastante grosseiros entre algumas das histórias. Exemplo: “Duty Roster” informa que há pilotos rebeldes que ficaram em solo por falta de naves, apenas para ser desmentido por “Grounded”, que informa que 3 X-Wings ficaram no chão por falta de pilotos. Considerando que a história “Duty Roster” é justamente focada em um dos pilotos que fica no chão, escolho ignorar a informação da história seguinte. É claro que não dá pra pedir que erros de continuidade não aconteçam. Eles são e serão comuns em qualquer universo fictício. Porém, no mesmo livro, com distância de menos de 50 páginas entre um e outro, fica um pouco difícil.

Há aqui também algumas histórias claramente não-canônicas: o quadrinho “zoando” os imperiais em Dantooine, Palpatine shakespeariano (embora poderíamos argumentar que os pensamentos reais dele seriam similares) e, de maneira inconclusiva, a discussão entre os dois whills.

Mestre Yoda

Mestre Yoda na verdade se chama Jair e é um engenheiro nerd que se pudesse ganharia dinheiro com Star Wars. Como não pode, fica enfiado nos detalhes do Universo Expandido e das obras para telinha da saga o máximo que pode. Só vê uma possibilidade de Star Wars ser melhor do que é: The Beatles como trilha sonora!