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Luke Skywalker: O Personagem Chorão ou Bem Desenvolvido?

Embora Luke Skywalker seja, sem dúvida, o principal personagem da Trilogia Clássica, ele também é um dos personagens que  mais recebe críticas. Do momento que Mark Hamill mencionou conversores de potência e Estação Tosche, Luke Skywalker foi aparentemente condenado a ser um garoto chorão. Pessoalmente, acredito que esse conceito seja uma completa descaracterização do personagem, e vou explicar aqui.

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Vou começar aonde Luke começa. Em Tatooine. No inicio de Uma Nova Esperança, Luke está vivendo com seus tios, muito infeliz. Ele é um fazendeiro na periferia da Galáxia, ciente dos eventos que acontecem naquele mundo maior. Luke tem sonhos, mesmo que seja apenas entrar na Academia com seus amigos, mas ele está preso alí. Este é, acredito eu, a hora em que todos se identificam com o belo momento em que Luke olha pensativo para o por do sol binário. Luke representa os jovens que querem que suas vidas comecem mas não sabem como, não tem direção. Este começo não permite que Luke seja diferente do que alguém um tanto quanto ignorante e entusiasmado.

Para um protagonista, Luke é muito considerado, pensativo e emocional. Seja ele de coração partido perguntando à Leia por que Ben morreu ou completamente horrorizado pois descobriu que seu pai é o assassino número um da Galáxia, George Lucas sempre permitiu que Luke demonstrasse visivelmente as emoções que ele estava sentindo. Não tem nenhuma necessidade em esconder as emoções e posar de bad boy coração gelado. É por esses motivos que acho que muitos fãs, homens particularmente, parecem desgostar de Luke em um nível quase Jar Jar de ódio. Mas esquecem que ele é muito parecido conosco. Ele começa pequeno, meio bobo, meio irritante mas com um bom coração. Ele aponta o sabre pra própria cara e acha que pode dizer à Han Solo como pilotar uma nave. Se esta não é uma descrição de um ou uma jovem entrando no mundo, não sei o que é. Ele nos lembra um pouco do que somos, do que podemos encontrar e de como é fácil ignorar isso focando em personagens unidimensionais como Boba Fett. É esta abertura emocional que torna Luke tão fascinante e um exemplo para nós. Da mesma forma, há aqueles que não enxergam a mudança de Han Solo pelos três filmes. Se você ainda acha que ele é nada mais que um salafrário no final, deveria reassistir O Retorno de Jedi.

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O Retorno de Jedi, inclusive, é o filme em que Luke se forma de uma maneira brilhante na luta contra Sidious. Um momento que muitos confundem como uma recusa à luta, como uma derrota. No entanto, Luke está clamando por sua ascendência. Ele é um Jedi, não um soldado. Ele está disposto a morrer, mas acontecerá em seus termos. Ele não se entrega à tentação que Sidious apresenta, ele se mantém. De um jovem incauto de Tatooine, Luke cresce em um homem seguro, capaz de se sacrificar pelos seus amigos.

Luke pode não ser o herói que você precisa, mas é o herói que você merece. Como personagem, ele nunca deixa de se desenvolver e crescer, indo de um ninguém até um homem que pode olhar na face da morte e perceber que não precisa de armas para vencer. A reação quase jocosa à Luke que você pode facilmente encontrar por toda a Internet não é, creio eu, uma reação real para o personagem, mas para as pessoas vendo-se refletidas nele. Todos nós começamos em uma desesperada busca por ajuda, por alguém que nos joga na ação. Ninguém sai do casulo como James Bond, nem mesmo o próprio. Por toda sua Saga, George Lucas sempre ousou nos mostrar que há mais nos personagens estereotipados do que pensamos. Embora às vezes isso pode ser desconfortável, é uma maneira muito melhor de se contar histórias.

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Eu nunca quis crescer para ser Han Solo. Eu nunca quis suas dívidas, sua descrença, a sua manha de sabichão nascida após anos de desconfiança.

Mas aquele que entrou na segunda Estrela da Morte sem idéia do que estava fazendo e conseguiu o que todos lhe disseram que era impossível? Em meus melhores dias, eu gostaria de imaginar que você poderia ouvir um pouco da persistente determinação de Luke Skywalker lá no fundo da minha voz. Mesmo que eu não consiga dar uma cambalhota no ar enquanto pego um Sabre de Luz.

Mas ainda estou trabalhando nisso!

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Marcelo Skywalker

Escória Rebelde do interior de São Paulo. Pode ser encontrado mais on-line do que na vida real pelo Twitter ou pelo Facebook

This Post Has 4 Comments

  1. Tartaruhga Muhtante

    Que bom ver que ainda existe alguém mais que valoriza o Luke Skywalker. Não me sinto mais o “do contra”.

  2. Luciano Rezende

    Apesar de ter sido criado com leite azul….. Brincadeirinha. Luke é tudo isso que você muito bem disse Marcelo. A narrativa do episódio 4 é meio corrida, porque o Lucas achava que poderia fazer só um filme. O Luke do primeiro filme tem a vida transformada muito de repente. Passa logo do garoto da fazenda para o dono dos dróides mais importantes da galáxia, com mensagem de uma princesa, passando por um monte de revelações do velho Ben (pai morto por Vader, jedis, Força, sabre de luz), dadas todas de uma vez. Logo perde seus tios e seu novo mentor e já vira piloto da rebelião. Ufa. Tudo muito rápido. Quem já assistiu as cenas deletadas do episódio 4 viu que era para ele ser retratado por mais cenas como aquele jovem ingênuo. O Luke do episódio 6 tem o tom correto, no limite entre o lado negro e a luz. Vamos ver como nos reencontraremos com ele no episódio 8. Ps.: Marcelo, não teremos resenhas do Rebels nessa 3a temporada? Grande abraço.

    1. Marcelo Skywalker

      Fala Luciano! Se você notar o Luke completa uma jornada do herói ligo no episódio 4 mesmo! É extremamente corrido!

      Quanto às resenhas, o Jair disse que a partir do dia 30 ele volta a fazer. O cara ta bem atarefado, com um mestrado e tudo mais!

  3. Mel Agostinho

    Concordo plenamente man luke não pode ser. evado ao pé da letra como o cara idiota e chorão do filme ele demonstra oq sente ele é um adolescente que está se descobrindo no episodio 4 e ele demonstra isso muito bem ele é forte mas ao mesmo tempo tem coração ( isso n o transforma em um chorão filhinho de mamãe …ou da titia no caso )
    MT bom Marcelo concordo plenamente com V C 😉

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