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Ezra e Thrawn, conexões com o Episódio IX e Regiões Desconhecidas: O que é a grande ameaça que reside lá?

Na continuação cânone de Star Wars, estamos tendo referências cruciais e intrigantes que apontam para as Regiões Desconhecidas. As Regiões Desconhecidas, para quem não sabe, são uma porção da galáxia de Star Wars, onde sabe-se muito pouco e/ou praticamente nada, fazendo jus ao seu título. Na continuação do universo Legends, tivemos algumas referências importantes à essas Regiões, como os Yuuzhan Vong – que dissecaremos sobre mais para frente do artigo. Porém, no cânone, como dissemos: as referências estão muito maiores, dando uma ênfase de importância grande para algo – ou alguém – que está nas Regiões Desconhecidas, porém, não está claro ainda, dando um ar de mistério de quem está e o que ocorre lá. Ligaremos estes pontos e referências neste artigo – com um pouco de especulação.

Ascendência Chiss e Grysks

O símbolo da Ascendência Chiss

Os fãs da série Star Wars Rebels ficaram muito intrigados com o final da série no ano passado (2018), quando o personagem Padawan e aspirante a Jedi, Ezra Bridger, acaba fazendo um sacrifício, indo junto com o Grão-Almirante Thrawn rumo ao Espaço Desconhecido, nas Regiões Desconhecidas, a bordo do Star Destroyer comandado pelo último, o Quimera, quando os Purgills – criaturas capazes de saltarem pelo hiperespaço – levam o Destroyer junto a um salto hiperespacial, com os dois a bordo. Ezra acreditava que ali, livraria Lothal – seu planeta natal – das garras do Grão-Almirante.

Ao pararem nos confins do Espaço Desconhecido, Thrawn e Ezra podem ter formado uma aliança improvável na busca pela sobrevivência, como se eles fizessem uma troca de ajuda mútua: enquanto Ezra ajudaria com suas habilidades e conexão da Força, Thrawn ajudaria guiando-os, pois ele conhece muito bem certa parte das Regiões Desconhecidas, pois nasceu e cresceu lá.

Através do primeiro livro da Trilogia Thrawn cânone – Thrawn -, descobrimos que Thrawn vivia com o povo de sua raça – os Chiss – numa sociedade formada somente por eles, no Espaço Chiss, que localizava-se nas Regiões Desconhecidas. Esta sociedade era conhecida como Ascendência Chiss, onde eles governavam isoladamente em seu espaço, não se metendo muito nos assuntos do Espaço Conhecido, a menos quando queriam ficar a par de guerras e situações de outros órgãos. Durante as Guerras Clônicas, Thrawn fora enviado para analisar o evento e os dois lados – República e Separatistas -, onde ele se encontrou com Anakin Skywalker.

Anos depois, ele montou um exílio proposital, para atrair a atenção do recém-nascido Império Galáctico, para novamente avaliar um órgão, se poderia ser um possível aliado ou inimigo.
Ele acabou sendo capturado pelo Império, e conversou com o próprio Imperador – Darth Sidious -, propondo uma aliança mútua, onde ele seria o conselheiro de Palpatine sobre as Regiões Desconhecidas, enquanto o Império teria uma aliança com a Ascendência Chiss, pois Thrawn queria que o Império ajudasse os Chiss a combater uma ameaça muito grande nas Regiões Desconhecidas, e ele suponhava que o Império fosse o único regime forte o bastante para detê-lo.

Mais tarde, no segundo livro da Trilogia Thrawn cânone – Thrawn: Alliances, em tradução livre, Thrawn: Alianças -, descobrimos que a ameaça a que Thrawn se referia era uma raça destrutiva e caótica chamada de Grysks, que se assemelham aos Yuuzhan Vongs da continuação Legends.

Os Yuuzhan Vong

Para quem não os conhece, os Yuuzhan Vongs eram uma raça simbiótica que, segundo eles próprios, haviam destruído sua própria galáxia e migrado para a galáxia de Star Wars. Eles passaram milênios de anos escondidos, enviando espiões para se infiltrarem nos eventos galácticos, até quando a Nova República surgiu, e eles causaram a Guerra Yuuzhan Vong, onde eles conseguiram derrubar a República.

Os Grysks podem ser uma referência a eles no cânone da saga. Segundo Thrawn a Vader, os Grysks são metade do mito que eles realmente são, destruindo tudo pela frente e dominando – e exterminando – povos. Ele considerava-os uma ameaça à Ascendência Chiss e ao Império Galáctico, ainda mais que eles estavam estudando o Império e tinham consciência das plantas esquemáticas dos Star Destroyers e dos TIE.

Vader e Thrawn os enfrentaram sob a superfície do planeta Batuu certa vez, quando começaram a expandir seu Império para os limites e começos do Espaço Conhecido/Imperial. Thrawn dizia que se os Grysks fugiam de uma batalha, era por que eles queriam fazer aquilo, o que aconteceu quando recuaram nesta batalha em Batuu.

Os Grysks são uma das referências misteriosas às Regiões Desconhecidas no novo cânone da saga, sem terem explorado quase nada deles e como eram tão  fortes. Uma ameaça grande.

Exílio do Jedi e Almirante

Ezra Bridger e Thrawn em seu exílio, por kobadit

Como dito antes, no final da série Star Wars Rebels, vemos que Ezra e Thrawn vão rumo às Regiões Desconhecidas a bordo do Star Destroyer Quimera, junto com os Purrgils. Aqui, entramos nas teorias e especulações, sobre como Ezra e Thrawn podem estar envolvidos com os Grysks e a Ascendência Chiss.

Thrawn e Ezra certamente, como dito antes, formaram uma aliança: enquanto Thrawn os guiaria por conhecer bem o Espaço Selvagem, Ezra ajudaria com suas habilidades referentes à Força. Se forem parar para analisar, não é impossível uma aliança entre os dois. Thrawn somente servia ao Império como parte da aliança com o Imperador, enquanto ele fornecia informações sobre as Regiões Desconhecidas para Palpatine, e o Império Galáctico ajudava a Ascendência Chiss contra os Grysks, com Thrawn sendo o embaixador dos Chiss no Império e Eli Vanto o embaixador do Império na Ascendência Chiss.

Thrawn não concordava muito com os ideais Imperiais – vide que a sociedade Chiss governava com um sistema mais libertário -, fazendo parte do Império somente por seu poderio militar conseguir ajudar a Ascendência Chiss contra os Grysks. Ele também estava procurando líderes fortes e competentes. Ezra provou seu valor mostrando liderança, fazendo parte de uma das primeiras células rebeldes que resultou na Rebelião. Com Thrawn sendo exilado e saindo não-intencionalmente do Império, o que o impediria de se unir a Ezra Bridger? Podemos especular que, durante seu tempo de exílio, Ezra e Thrawn foram para a Ascendência Chiss para ajudar contra os Grysks, já que vimos que em Thrawn: Alianças, os Grysks iriam investir em um ataque contra os Chiss. Ezra pode ter ajudado ao entrar para a divisão militar dos Chiss, formando até uma possível amizade ou empatia com Thrawn.

Por enquanto, ficamos apenas na especulação sobre o destino destes dois. Vale lembrar que, após a Batalha de Endor que vemos em O Retorno de Jedi, Sabine Wren e Ahsoka Tano decidem procurar Ezra, após o fim da guerra. De qualquer jeito, eles com certeza fizeram algo de importante e trabalharam juntos durante estes quatro a cinco anos de exílio – ou mais, já que não sabemos se Sabine e Ahsoka acabam encontrando-os ou não.

A Contingência e Origem da Primeira Ordem

Um dos dróides do Imperador que faziam parte da Contingência

Para quem leu a Trilogia Aftermath, sabe muito sobre o que é a Contingência, que está mais detalhada neste nosso artigo incrível sobre. Porém, para quem não leu, o Plano da Contingência era um plano arquitetado pelo Imperador Palpatine que garantiria o futuro de seu Império Galáctico, caso ele morresse prematuramente.

Contingência consistia em fases que Sidious planejou cuidadosamente, envolvendo destruir o Império e a Rebelião de uma vez por todas, porém, possibilitando também a sobrevivência do Império justamente nas Regiões Desconhecidas. Ainda como Chanceler Supremo da República, Palpatine montou um Observatório no planeta desértico de Jakku, onde Rey – a nova protagonista da Trilogia Sequela – cresceu e viveu na maior parte de sua vida. Ele montou para realizar as outras duas partes da Contingência, que envolviam explodir Jakku e garantir a sobrevivência do Império nas Regiões Desconhecidas, como dito acima.

Dentro do Observatório, Sidious montou um armazém com computadores de uma civilização muito antiga, que mapeavam e calculavam rotas hiperespaciais seguras para as Regiões Desconhecidas, já que era um lugar muito instável e perigoso de se navegar. Junto com os computadores antigos, Sidious guardou relíquias Sith e também dróides Sentinela, que vemos também durante o jogo Battlefront II (2017), que foram ativados logo após a morte de Palpatine, avisando a Imperiais “dignos” sobre sua morte, e a Gallius Rax – o Almirante escolhido por Palpatine para ser o executor da Contingência após sua morte. Palpatine escolheu Rax por ele ter se encontrado com ele durante suas primeiras idas a Jakku, e disse para ele guardar o Observatório durante sua ausência com o envolvimento das Guerras Clônicas.

Gallius Rax. O executor da Contingência

Após iniciar o Império Galáctico, Palpatine inseriu Rax no Império como um Agente da divisão de Inteligência Naval, e incluiu-o nos planos da Contingência desde o planejado. Quando Rax iniciou a Contingência, ele continuou com os planos de Palpatine, participando da Guerra Fria de Remanescentes Imperiais contra a Rebelião, que durou pouco mais de um ano após a Batalha de Endor de O Retorno de Jedi.

O Império caiu “de vez” na Batalha de Jakku, quando Rax iria executar a parte da Contingência de destruir o “Velho Império”, levando junto a Rebelião, escolhendo alguns Almirantes fundamentais para a nova fase do “Novo Império”. Para isso, ele iria destruir o núcleo do planeta, através de um túnel que conectava o Observatório com o núcleo do planeta. Ele iria despejar as relíquias Sith como parte do plano, desencadeando o cataclismo do planeta, explodindo-o. Porém, ele fora impedido de executar por conta da Almirante Imperial que era sua rival, Rae Sloane, que o matou antes de terminar esta etapa da Contingência, possibilitando que a Rebelião derrubasse o Império na Batalha de Jakku.

A última fase da Contingência consistia em moldar o Império novamente a partir das Regiões Desconhecidas. Durante anos, os computadores antigos do Observatório de Jakku ficaram calculando rotas seguras para as Regiões Desconhecidas, conforme vimos acima. Pouco antes da Batalha de Jakku, eles enfim conseguiram mapear uma rota estável para um ponto-chave nas Regiões Desconhecidas, usando algumas informações adquiridas pelo Almirante Thrawn, conforme vimos acima que ele fornecia informações sobre as Regiões Desconhecidas para o Império.
Rae Sloane acabou tomando o lugar de Rax na liderança da Contingência, se reunindo com os outros Imperiais nas Regiões Desconhecidas. Lá, eles acabaram formando a Primeira Ordem, como parte de sua “primeira ordem” na liderança do “Novo Império”.

Quando foram para lá após a Batalha de Jakku, o Império estava demasiado enfraquecido; porém, como eles se tornaram a Primeira Ordem, sendo uma enorme potência militar, tanto em números quanto eficácia, e tendo uma estação bélica cinco vezes maior que as Estrelas da Morte, permanece um mistério ainda. Com certeza, algo grande aconteceu lá nas Regiões Desconhecidas que possibilitaram isto, já que eles dominaram uma parte do Espaço Desconhecido e cresceram tão rapidamente.

A Grande Concentração do Lado Sombrio

O Imperador sentiu uma enorme concentração de poder vindo das Regiões Desconhecidas

Em Thrawn: Alianças, acabamos descobrindo que, após a Batalha de Atollon – vista no final da terceira temporada da série Star Wars Rebels -, Sidious acabou sentindo um enorme distúrbio e concentração da Força – mais especificamente, do Lado Sombrio – emanando de algum ponto das Regiões Desconhecidas. Sabemos que os Grysks, a raça dominante que vimos acima, iriam investir em um ataque à Ascendência Chiss neste período, mesmo que talvez não tenha ligação dos Grysks com o tal distúrbio forte do Lado Sombrio.

Apesar de ser a referência mais curta entre as que temos às Regiões Desconhecidas, ao mesmo tempo, é a mais intrigante e misteriosa até então, pois Sidious também disse que nem Vader pode sentir este grande distúrbio; apenas ele podia. Realmente, há algo muito grande nas Regiões Desconhecidas a partir desta referência curta, porém, maior, mais importante e mais intrigante até então.

Massacre e Captura de Crianças

Elia e Kel. Sobreviventes de um massacre da Primeira Ordem

Na série Star Wars Resistance, nós tivemos mais uma referência intrigante que mostra algo que ocorreu nas Regiões Desconhecidas.
Pouco antes dos eventos de O Despertar da Força, Kylo Ren fez um massacre em um planeta das Regiões Desconhecidas, em um vilarejo do tal planeta chamado Tehar. Não foi revelado o motivo pelo qual a Primeira Ordem e Kylo fizeram o massacre, mas é intrigante ver Elia e Kel, dois irmão sobreviventes do massacre, falando sobre. Além disso, eles passam a sensação de serem sensitivos à Força, tirando o fator de o símbolo de sua família ser bem enfatizado e dado importância no episódio, mas não revelado nada sobre.

Vale lembrar também que, é dito que a Ascendência Chiss utilizava crianças sensitivas à Força para navegarem pelas Regiões Desconhecidas, apesar do motivo ser nebuloso. Podemos especular que, pela Força ser muitas vezes mais exata, forte e confiável do que números e coordenadas, eles preferiram usar sensitivos na navegação para explorar outras áreas do Espaço Desconhecido.

Com isto, podemos também especular que a Primeira Ordem utilizou desta tática e recursos para navegar em volta de onde estavam, já que sua base e espaço controlado eram nas Regiões Desconhecidas, conforme vimos acima no Plano da Contingência.

A Frota Imperial Escondida

A frota Imperial vista no segundo teaser trailer de A Ascenção Skywalker

Quem assistiu ao segundo teaser trailer de A Ascenção Skywalker, certamente ficou intrigado com a frota Imperial vista durante o trailer. Podemos ver também os Destroyers Classe Venator que eram usados pela República, mas o mais intrigante fora a frota Imperial.

A partir desta aparição, e interligando com a Contingência, podemos supor que, após Sloane e os outros Almirantes Imperiais terem ido às Regiões Desconhecidas, pode ter havido uma divisão dentro do “Novo Império”. Uma parte concordou com a visão de Sloane e seguiu-a na Primeira Ordem; porém, uma parte pode ter discordado desta visão e ter preferido continuar a atender por Império Galáctico. Nisso, essa parte pode ter ido para outro canto das Regiões Desconhecidas e ficado lá, conservando o Império e voltado agora em A Ascenção Skywalker ao Espaço Conhecido.

Lembrando que tudo é possível, pois realmente, até então, não sabemos o que acontece nas Regiões Desconhecidas. Como o Império enfraquecido se tornou a potente Primeira Ordem, como os Grysks podem influenciar na história galáctica, o que Ezra e Thrawn estão fazendo em seu aparente exílio lá, e, o mais intrigante de tudo: o que seria a tal enorme concentração do Lado Sombrio que Sidious sentiu, e que Vader não era capaz de sentir?

De qualquer jeito, pelo menos a frota Imperial e sua razão, assim como origem, serão esclarecidas em A Ascenção Skywalker, que estreia em 19 de Dezembro nos cinemas para encerrar a saga Skywalker. Como vai a ansiedade para o capítulo final da saga?

João Pedro Duarte

16 anos, estudante, Fã de Star Wars. Administrador nos veículos Star Wars Storyteller, Mundo Star Wars, Ordem Sith Brasil, Cast Wars, Jedicenter e Expandindo Universos. Membro de comissão da União Star Wars.