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Contando as Guerras Clônicas #2

Cá estou eu, de novo, outra vez e novamente, para continuar essa série de artigos. Se você der uma batida de olho lá em baixo na linha do tempo no fim do artigo ou nas imagens que coloco antes de cada episódio, vai ver que a coisa agora segue uma ordem mais lógica, diferente do primeiro artigo. E isso se manterá também no próximo artigo. Se alguém quiser um spoiler, aliás, tenho bons motivos para acreditar que entre Ambush (s01e01) e Liberty on Ryloth (s01e21), apenas o já citado Hidden Enemy (s01e16) está fora de ordem.

Me diverti bastante com o artigo anterior e acabei passando um bom tempo pensando sobre quais episódios gostaria de rever:

– Bombad Jedi (uma boa história de Jar Jar) e Liberty on Ryloth da primeira temporada;

– O arco de Geonosis (em especial a diferença entre Ahsoka , Death Trap (Boba Fett versus Mace Windu) e R2 Come Home (R2-D2 salvando Mace e Anakin) da segunda temporada;
– ARC Troopers (o maravilhoso fim da trilogia do Domino Squad), Assassin (Ahsoka versos Aurra Sing), Heroes on Both Sides (um dos poucos episódios políticos bem escritos da série e um marco tanto visual quanto de personalidade para Ahsoka) e Wookie Hunt (a volta de Chewbacca) da terceira temporada;

– Mercy Mission e Nomad Droids (a duologia de C-3PO e R2-D2, uma linda homenagem à série animada Droid), a fantástica tetralogia da 501st contra o General Pong Krell (provavelmente o melhor arco da série até hoje), o arco Slaves from the Republic (único arco adaptado de uma HQ) e de Bounty (Asajj Ventress iniciando um novo estilo de vida, e ainda dá de cara com Boba Fett) da quarta temporada.

Mas como Leland Chee tem soltado um artigo a cada quinze dias, demorarei pra rever todos eles. E confesso que foi mais divertido pensar nisso antes de ver, pois tinha um certo temor da trilogia da nava Malevolence (Malevolência). Falando em Lelan Chee, vocês devem ter notado que eu não separei o que é texto original dele do que é meu. Isso tem um motivo: eu passei a usar outras fontes que não apenas os artigos dele (o site oficial, a Wookieepedia, o TF.N), que não seriam texto de nenhum dos dois, então resolvi deixar o texto mais uniforme e sem diferenciação. Sem mais delongas, vamos ao que interessa.

O artigo original que serviu de base para este pode ser lido aqui.

Os artigos anteriores do Jedicenter podem ser lidos clicando aqui.

s01e01 “Ambush” (Emboscada)

Chegando em um sistema planetário neutro com a intenção de ganhar o apoio daquele sistema para a República, Mestre Yoda é atacado por separatistas e uma competição

Curiosidades: Assim como em vários episódios, a introdução com o narrador utiliza cenas de outros episódios. Nesse caso específico existem cenas de episódios que ocorrem futuramente na linha do tempo.

O pequeno “pássaro” que pousa no dedo do Mestre Yoda é um filhote de neebray. Os neebrays apareceriam mais tarde em Shadow of Malevolence (ver mais abaixo) vivendo no espaço e chegando a tamanhos gigantescos. Aparecem também em Rookies (s01e05) e Jedi Crash (s01e13).

Opinião do M’Y: Como quando comecei essa série de artigos Esse já peguei e assisti logo depois do anterior, Supply Lines (s03e03). Piadas, piadas, piadas. Já começa com o erro de mira dos Battle Droids e a desculpa que é a programação, depois a sequência de “Parem! Eu já mandei parar! Agora! Chega!” do dróide de maior patente, e até por um dróide tentando fazer um tanque passar onde claramente não tinha como.

Tirando isso o episódio em si é muito bem escrito. Yoda é certamente um Jedi incomum e a forma como ele reage às coisas é bem diferente da maioria dos Jedi menos experientes (afinal, é difícil um Jedi com mais de 800 anos de experiência). Também a dureza dos modelos e dos movimentos não é muito perceptível nesse momento, pois o Yoda é definitivamente um caso a parte: a movimentação dele em pouco ou nada lembra a de um humano enquanto maneja o sabre-de-luz.

Nota do M’Y: 7.0 de 0 a 10.

s01e02 “Rising Malevolence” (Surgindo Malevolência)

General Grievous desenvolveu uma nova arma que ele usa para decimar a frota de cruzadores do Mestre Jedi Plo Koon. Anakin e Ahsoka interpretam criativamente suas ordens para poderem procurar sobreviventes do ataque.

Curiosidades: Alguém por acaso não notou que a Malevolence carregando o canhão é igual à Estrela da Morte?

“Ko-to-yah” é uma saudação Kel-Dor, raça do Mestre Plo Koon. Inicialmente ele falaria apenas em linguagem Kel-Dor, mas foi decidido que ele precisava falar Basic (Básico, nome da linguagem utilizada naquela galáxia muito, muito distante).

Aqui temos também a primeira aparição do Comandate Wolffe e o Wolf Pack, 104th Battalion (Esquadrão Lobo, 104º Batalhão), que apareceriam várias vezes durante a série.

Opinião do M’Y: Eu definitivamente não consegui uma tradução legal do nome. Como já disse mais para cima, estava mais divertido ficar pensando em que episódios quero rever e escrever sobre do que começar a trilogia da Malevolence, que eu guardei na memória como sendo bem chata. Mas me surpreendi com um bom episódio. Nada sensacional, um ou outro defeito aqui e ali, mas bem escrito.

Faz bem em apresentar algo do passado de Ahsoka e linkar a jovem togruta com o mestre Plo Koon. Passamos a entender que Ahsoka está ligada sentimentalmente ao Jedi perdido, o que dá um senso maior de preocupação e tensão. É bom também assistir sabendo que aqueles clones reaparecem mais para frente e que a relação Ahsoka/Koon não foi abandonada depois. Isso dá um senso de continuidade que até então não se tinha certeza de que ocorreria fora de arcos.

Acho que o maior problema do arco é uma arma tão massiva e tão poderosa logo no começo da guerra e que depois some, ninguém nem mais fala na tecnologia. Mas isso é um problema da série e não necessariamente do episódio depois que esta parte já estava pronta.

Nota do M’Y: 7.0 de 0 a 10.

s01e03 “Shadow of Malevolence” (Sombra da Malevolência)

O Cavaleiro Jedi Anakin Skywalker e sua Padawan Ahsoka Tano montam um ataque contra um cruzador Separatista que possui uma terrível nova arma.

Curiosidades: Novamente os neebray aparecem, mas dessa vez em suas formas adultas, já vivendo no vácuo espacial. Uma espécie similar, os oswaft, já haviam aparecido no UE.

Temos também a primeira aparição das Y-Wing dessa era. O design delas vem diretamente dos designs originais de 1977 e da especulação do diretor de arte e efeitos visuais do Episódio IV, Joe Johnston, que a Y-Wing da Aliança Rebelde era uma versão cortada de uma nave mais antiga.

A pintura do Jedi Starfighter de Plo Koon é a mesma vista em ROTS, que por sua vez foi feita homenageando a pintura do Jedi Starfighter de Anakin na série Clone Wars anterior a esta. Curiosamente, Anakin mesmo nunca usou esta pintura na série em CGI.

Um detalhe aqui é que Obi-Wan fala para a Kaminoan Nala Se que naves de Naboo estão partindo para ajudar. Estas naves não chegam nunca. Isso acontece por uma mudança de script no terceiro episódio do arco.

Opinião do M’Y: Queria saber seriamente quem escreve essas sinopses oficiais (aquele trecho que está antes das curiosidades), pois são muito ruins. Deve ser o estagiário do Leeland Chee ou do Dave Filoni. Quando você está fazendo o que eu estou fazendo, rever episódios em sequência e tem um arco no meio e ao mesmo tempo estão saindo episódios novos, você acaba se perdendo um pouco. Enquanto escrevo isso, acabei de ver o episódio (s05e03) entre o Rising Malevolence e este Shadow of Malevolence, o que me fez perder um pouco a sensação de continuidade que deveria haver entre esses episódios.

Números em The Clone Wars são problemáticos, no mínimo. Apenas 60 mil clones sendo tratados em uma guerra de escala galáctica? E tem certas horas dá vontade de bater no General Grievous. Quando você tem que dar a volta em um treco do tamanho de uma nebulosa, não importa o quão rápida sua nave seja, vai demorar!

A coisa só fica realmente interessante a hora que começa a batalha. Cinco Y-Wings são derrotadas logo de uma vez, sendo duas destruídas e mais três desativadas. Nesse ponto já se foram quinze minutos de episódio. Daqui pra frente temos 7 ou 8 minutos muito bons, com Anakin sendo ele mesmo, Ahsoka batendo de frente com ele e Plo Koon assistindo. Embora eu tenha guardado pouca coisa desse episódio na sua exibição original, reassistindo me veio a memória a raiva que eu tinha da maneira como o Anakin age – e é necessário que uma Padawan que acabou de começar o treinamento jogue alguma razão no cérebro dele e lembre ele que os clones não são Jedi e o faça mudar o plano.

Aí você vai ver minha nota mais embaixo e pensar “Caramba, reclamou tanto e ainda deu 6.5?”. Não que 6.5 seja uma nota gigante, mas não é realmente ruim. Mas se você olhar bem as reclamações, são coisas pontuais e não afetam a qualidade do episódio como um todo. Números pequenos demais dá pra ignorar, o General Grievous é tapado assim a série toda e o Anakin é naturalmente insuportável já nas prequels, então no máximo o episódio está sendo condizente com o que os filmes apresentam, mesmo que eu não goste.

Uma coisa que ficou na minha cabeça após descobrir  que aquela coisinha minúscula do tamanho de um pardal de Ambush vira um desses colossos que bateriam de frente com um Star Destroyer numa boa: se já havia uma outra espécie praticamente igual no UE, era necessário criar uma nova? Não. Mas olhando positivamente, o conceito me agrada – mesmo eu achando biologicamente difícil de ser plausível. Mas estamos há muito tempo, em uma galáxia muito, muito distante, onde luz vira espada, sons ocorrem no espaço e existe uma coisa mística e mágica chamada Força, então quem se importa muito com biologia terrestre?

Nota do M’Y: 6.5 de 0 a 10.

s01e04 “Destroy Malevolence” (Destruir Malevolência)

Uma frota de Star Destroyers da República tenta capturar o General Grievous antes que ele possa reparar o hyperdrive de sua nave, severamente avariada.

Curiosidades: Destroy Malevolence teve várias mudanças de roteiro. A principal era a idéia de que naves de Naboo ajudassem (é até citado nos episódios anteriores), incluindo o Capitão Panaka sendo brutalmente assassinado pelo General Grievous. Havia também uma idéia de um duelo de sabres-de-luz entre Plo Koon e o General, além de usarem carbonite para invadir a Malevolence.

Opinião do M’Y: Sabe aquela coisa de que a primeira impressão é a que fica? Não funcionou assim com a trilogia Malevolence da primeira vez que vi! Esse é o episódio que me fez lembrar o motivo de ter guardado esta trilogia como chata na cabeça. E vou definir o motivo em duas palavras, ou melhor, dois nomes: Grievous e Padmé.

Começando pelo General Grievous: a personagem apareceu primeiramente em 2004, na série Clone Wars de Genndy Tartakovsky. Em todos os episódios em que aparece, Grievous é violento, rápido, capaz de derrotar vários Jedi de uma vez (ainda tenho dó do Jedi Salsicha). Em ROTS o General ainda é considerado um inimigo respeitável, mas nem de longe dá para Obi-Wan o trabalho que deu para os outros Jedi e surge um lado meio covarde que não aparecia antes. Em The Clone Wars dificilmente vemos o General com o respeito que ele tinha ou gerando temor nos inimigos (ou ao menos um temor que seja crível). Aqui ele não passa de um covarde que em 90% do tempo é tão bom estrategista quanto eu sou bom em árabe. O ponto máximo é ele desligando na cara do Conde Dooku, como se isso fosse adiantar alguma coisa.

Agora sobre Padmé se você viu o primeiro trailer oficial de Star Wars Detours (se não viu, clique aqui), a próxima série animada da saga, deve ter notado o seguinte diálogo:
Leia Organa: “Quem é essa? Ela é bonita!”

Dexter Jettster: “Bem Leia, aquela é a Rainha Amidala. Grande política, péssimo gosto em moda, maquiagem, cabelo e homens, péssimo julgamento sobre praticamente todas as áreas da vida, exceto por política. Ela está morta.”

Isso basicamente resume o papel da Padmé em praticamente todo episódio em que ela aparece, exceto pelo fato de que as decisões políticas também são ruins.

 

Nota do M’Y: 4.5 de 0 a 10.

 

Então a linha do tempo até agora é:

  • Star Wars: Episode I – The Phantom Menace
  • Star Wars: Episode II – Attack of the Clones
  • s02e16 – Cat and Mouse
  • s01e16 – Hidden Enemy
  • Star Wars: The Clone Wars
  • s03e01 – Clone Cadets
  • s03e03 – Supply Lines
  • s01e01 – Ambush
  • s01e02 – Rising Malevolence
  • s01e03 – Shadow of Malevolence
  • s01e04 – Destroy Malevolence

Até o próximo artigo, eu garanto que a coisa melhora! 😀

Mestre Yoda

Mestre Yoda na verdade se chama Jair e é um engenheiro nerd que se pudesse ganharia dinheiro com Star Wars. Como não pode, fica enfiado nos detalhes do Universo Expandido e das obras para telinha da saga o máximo que pode. Só vê uma possibilidade de Star Wars ser melhor do que é: The Beatles como trilha sonora!